Árvore Ideal

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Árvore Ideal

 
O limiar da lucidez havia ficado pra trás
 
Havia tempo, havia sorte
 
Havia uma construção em curso
 
Fogo e porrada
 
A forja
 
Fogo demasiado quente
 
Miolo demasiado mole
 
Homem em brasa, marreta pesada
 
Calor e malho
 
Como num oásis, planta uma árvore no branco árido da tela
 
Frondosa copa, de cores diversas na mesma pincelada
 
Gesto suave e manso com o pincel
 
Os dedos texturam frenéticos
 
Acabara de aportar no estaleiro
 
Pra recompor a paz, salvar a vida
 
Alcançar “serenidade” almejada
 
Ali, na ponta do pincel
 
Havia todas as cores que perdera
 
Havia a calma
 
Suspiro aliviado
 
Idealizada sombra de outrora
 
Ora deitado sob ela
 
Farfalhares alegres
 
Brisa no rosto
 
Ora serenidade é fato
 
Da semente ideal
 
Gesto e ato
 
Eu posso, eu faço, eu vou
 
Serenidade agora
 
Sou eu
 
 
J.H.Miranda-Sá
#enãomerela
#oburrovelho
#opotedágua
#estúdio1931

Vida Fluida Desalma no Amar

Vida minha

Vem como riacho

No leito do tempo

Fio d’água miúdo de outrora

Recebe em si

O volume alheio

Dos afluentes amores

Que se unem num só

Vida que se faz rio

Que percorre gargantas estreitas

Mergulha em quedas incríveis

Renasce mansa, no rebojo do poço

Lá adiante

A cada curva que faz

O leito se modifica

A vida é fluída

Sem vocação pra represa ou açude

Sem merecer canalização

A vida é fluída e ensina

Quem busca o oceano

Unidade que somos

A vida é fluída

Me deixo levar

Não ação confiante

Inércia distante

Satisfação

Calmaria – de Valter Patrial

Fotografia: Valter Patrial
Fotografia: Valter Patrial

Calmaria … A Meu Pai …

“Quando nós vamos amadurecendo, fica escancarado o que temos que fazer. Começamos a olhar com mais clareza para tudo. Ninguém consegue realmente ser grande quando não aprendeu a ser pequeno.”  (Valter Patrial)

Dia dos Professores 2017

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Imagem: Pixabay

 

Campo Grande, 15 de outubro de 2017

 

Para jornalistas, produtores de conteúdo, cronistas e articulistas, sobra pauta acerca do caos, de malfeito e malfeitores, de aberração e inversão de valores e de projeções soturnas do porvir.

Embora muitos de nós restrinjam sua produção lançando mão da matéria-prima farta descrita acima, há quem prefira garimpar em meio à lama, atitudes semelhantes diamantes puros, brutos ou lindamente lapidados, para dedicar seu olhar, versos e poesia.

Tenho no dia de hoje, especialmente, pauta feita oásis em meio ao cenário atual, cada vez mais árido de positividade e esperança, porque hoje é “O Dia dos Professores”.

Hoje, especialmente hoje, sou um garimpeiro ativo numa jazida imensa.

A consciência do privilégio de ser objeto da influência de seres humanos incríveis, luminosos, ímpares, é fonte de emoção que brota do fundo d’alma.

Afortunado me vejo, pois de cada um deles me lembro todos os dias. Ouço claramente suas vozes, em momentos capitais, na hora de decidir caminho, como agir e como não agir. Imagino como agiriam, e principalmente, que juízo fariam de minha escolha.

A conduta demonstrada é veículo eficaz e silencioso de qualquer lição, matéria, ensinamento. Sua subjetividade permite-nos aplica-la num sem número de situações que se nos apresentam quotidianamente, vai daí seu valor imensurável.

Tive Professores analfabetos, Mestres, Doutores, Catedráticos, Livres-Docentes; também professores Mestres, Doutores, ‘pós-doc’… esses importantes, aqueles… preciosos!

Só é Professor de fato, aquele que honra a escolha que fez pelo exemplo que dá. Que demonstra a que veio no produto que forja; cuja postura lhe confere o título, jamais o contrário.

Hoje escrevo em homenagem, em gratidão, aos Professores que me inspiram e me balizam a caminhada. Cuja presença em mim orgulha, enche de responsabilidade e emoção.

Trago cada um de vocês em mim e onde eu estiver, todos vocês serão bem representados.

Espelhos meus.

Muito obrigado!