Mês: fevereiro 2016

Erro, arrependimento, retratação e perdão – um processo

Campo Grande, 27 de março de 2014.

Eu já pisei na bola com muita gente. Foi muito bom nisso uma época, diga-se de passagem…

Esta especialidade desenvolvida em tempos sombrios deu origem à outra, de caráter louvável, que surgiu assim que a tempestade se desfez e o céu de brigadeiro se abriu.

Acreditem ou não,  possuo uma pasta com vários arquivos especiais. São pedidos de desculpas. É isso mesmo, acreditem ou não, a pasta existe. Algo melhor que a existência da referida pasta só mesmo o surgimento do hábito de se retratar. Isto se deu como uma necessidade irresistível quando fui, aos poucos, melhorando a cada dia, me instruindo, limpando zelando pelo meu desenvolvimento espiritual.

Hoje vou falar de mágoa e perdão, arrependimento e retratação.

Baseado em minha experiência e conhecimentos teóricos adquiridos aqui e ali, cunhei esta frase:

“A mágoa é um veneno que destrói o frasco.”

Aprendi que quando a gente causa dano, mágoa, prejuízo, vergonha, raiva, ou trai alguém de alguma maneira, é necessário o quanto antes desfazer o mal feito.

Assim que o ofensor se dá conta do erro cometido e se arrepende sinceramente, observe que estar sinceramente arrependido nada tem a ver com a consciência de haver cometido o erro ou o peso sentido pela consciência das consequências do mau ato.

Para que se caracterize arrependimento sincero é necessário que o ofensor sinta do fundo d’alma a necessidade de reparar o dano ou prejuízo causado, seja ele moral, físico, material, financeiro, enfim. Enquanto não houver esta necessidade de reparação não se pode falar em “arrependimento sincero”.

A reparação muitas vezes pode ser feita através de uma retratação.

Dependendo na natureza da ofensa ou dano, é recomendável que tal retratação seja feita publicamente, em outros casos, recomenda-se que seja feita de forma reservada.

A retratação, isto é, o pedido de desculpas, ou perdão, deve se possível ser acompanhado de uma explicação. Se a conduta atual já não demonstra isto escancaradamente, de que aquela pessoa que está ali se retratando e pedindo perdão vem se transformando. Que reconhece o absurdo do ato cometido no passado, que não convive bem com ele até hoje, que hoje não repetiria o feito de forma alguma pois já não é mais aquela mesma pessoa pois, graças a Deus, vem crescendo, tentando crescer.

Agora, tem uma coisa, amigo, esse tipo de coisa dita da boca pra fora, pra soar bonito, é um baita tiro no pé! Será logo percebida a dissimulação e a falta de substâncias essenciais que tal explanação exige: a sinceridade e a verdade. Se não sentir de fato, se não for muito, muito verdadeiro tal sentimento e fato, nem ouse abrir a boca pra dizer tal coisa. É o tipo de coisa que só se diz com o peito aberto. Nessas condições são vistas sim, nossas imperfeições. Porém, ladeando cada uma delas figuram nossas virtudes, e elas também são percebidas.

Se o peito está aberto, se o que sai da tua boca brota no fundo de tua alma, no teu coração, isto é certo e seguro, vá em frente. Vá tranquilo. Vai fazer um bem que você nem imagina.

Muita gente se envergonha de “pedir perdão”. Outras, mais curiosas que as primeiras, negam-se terminantemente a “conceder perdão”, como se castigassem o ofensor com tal negativa. Vamos botar as cartas na mesa:

É fundamental que se cumpra o que for necessário para que se dê a reconciliação. Levando em conta que o destino de toda a humanidade é estar unida por laços de amor, considerando que não há como fugir disso, é razoável que as partes envolvidas no imbróglio não se demorem em deixar de lado os melindres, mágoas, e tudo o que passou. É preciso ter clara consciência do quê significa a indulgência que cada um de nós deve aos irmãos com quem convive no planetinha.

Há quem não perdoe. Há quem não “esqueça”. Há quem acredite que não perdoando está “castigando” o desafeto. Está redondamente enganado. Quando apenas uma das partes consegue passar por cima da mágoa em nome do amor, ela se desobriga da questão, mas não se livra da reconciliação, que mais cedo ou mais tarde, quer queira quer não, ocorrerá. Sendo assim, pra quê perder tempo protelando uma coisa que pode ser feita agora?

Olhando deste ponto de vista, o ofensor não “depende” do perdão do ofendido. Muito pelo contrário.

Ele só precisa arrepender-se sinceramente do mal que fez. Amealhar em si a coragem necessária para fazer a retratação, aí sim externar a consciência do mal feito, o arrependimento e pedir ao seu ofensor, por amor a ele, o ofendido, que este o perdoe.

O ofensor só precisa se perdoar, pois, o veneno que lhe corrói é a mágoa do que ele próprio fez. Quando se retrata, e pede perdão, reconhece o erro e repara o dano causado, fica muito, muito mais fácil se perdoar.

O ofensor que guarda e alimenta a mágoa, está servindo de recipiente para um poderoso veneno. O quanto antes ele perdoar seu ofensor, mais rápido se livrará dos males causados pela mágoa (que são muitos e podem ser fatais).

Perdão e retratação são assim. Coisas simples. Complicados, somos nós:

Melindrosos, vingativos e cruéis.

Bom dia, para quem ama.

Bom dia, pra quem reconhece e se retrata.

Bom dia… para quem perdoa!

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator autônomo
 jhmirandasa1931@outlook.com
 (67)8126-4663
Portfólio em http://www.facebook.com/jhmirandasa1931

Memórias do Menino Que Pedalava – o livro

Campo Grande, 17 de fevereiro de 2016

Amigos meus.

Devo a todos satisfação de qualquer alteração nos rumos e finalidade de projeto do meu primeiro livro, divulgado amplamente nos meios de que disponho.

Mudanças importantes foram necessárias desde o anúncio do projeto até aqui. As mais importantes são:

Alteração do nome do livro que trará setenta e dois textos de minha lavra. O nome definitivo do livro é:

“Memórias do Menino Que Pedalava”

Alteração da entidade a receber a 50% da tiragem de 2.000 volumes. Outras entidades estão sendo consideradas, como o Asilo dos Velhos e o Hospital Nosso Lar, por exemplo.

De resto, nada muda.

É a iniciativa de um amigo de vocês na tentativa de fazer que seu pensar renda uns cobres pra quem precisa.

A conta para depósito ou transferência de valores a fim de viabilizar o projeto também é a mesma:
Caixa Econômica Federal
Ag.: 1464
Op.: 013
c/p.: 7.966-7

João Henrique de Miranda Sá 
CPF 763.102.131-72

Conto com todos vocês!

Obrigado a quem não pode colaborar, mas torce; aos que vêm colaborando, e acredita; aos que colaborarão, por que tudo vem a seu tempo.

Obrigado, amigos, amores e leitores meus.

João Henrique de Miranda Sá
jhmirandasa1931@outlook.com
(67)8126-4663

Portfólio em http://www.facebook.com/jhmirandasa1931