Mês: junho 2016

Essência Invisível

O cotidiano moderno faz com que muitos de nós, sem perceber, observem a vida e tudo que a compõe, de forma superficial.

Falamos com o porteiro todos os dias. Pegamos a correspondência, recebemos recado, e um dia o encontramos na rua, fora dos limites da portaria e despido do uniforme de brim cinzento; muitas vezes o reconhecemos com dificuldade, ou sequer reconhecemos…

Dentro dos uniformes há história, sentimento e vida. Há preferências, simpatias e afinidades; há desgosto, há amor e saudade. Há uma família, prazeres e anseios. De tudo há, assim como há de tudo em você.

Vamos, todos nós (me incluo prontamente) procurar enxergar o ser humano sob o logotipo, o cidadão que exerce a função.

Vamos dar atenção ao que importa: a essência das coisas e gentes, bichos e instituições.

Inscrição na aliança abandonada:

“Brenda ❤ 14/12/2014”

Boa tarde, bom almoço.

13524461_1009421359164916_3217651051345100445_n

13516661_1009421429164909_6247030301713814482_n

13557664_1009421465831572_2508368697910870249_n

No Final das Contas

Campo Grande, 17 de junho de 2016

Passei a viver mais tranquilo quando a vida me demonstrou, de formas diversas, que o êxito não consiste em alcançar o que se almeja. O êxito reside em jamais desistir de buscar, jamais

Relaciono a isto a distinção entre os conceitos de “alegria” e “felicidade”:

Entendo que a alegria seja sentimento intenso e fugaz – fruto de alguma conquista, de ordem material ,objeto ou bem – que parte de fora pra dentro. Tal conquista pode ser mais ou menos demorada e sua verdadeira riqueza é o fruto de toda experiência vivida na jornada. O bem conquistado, neste caso, é um mera medalha, bibelô, lembrança (mesmo que seja um carro, casa própria ou coisa de grande valor financeiro). Vai daí que a alegria extingue-se rapidamente após a conquista da meta. Naturalmente já tratamos de estipular outra….

A alegria visita o indivíduo.

O objeto da alegria é tralha, e fica.

Já a felicidade, entendo no sentido de “bem aventurança”, isso é, ser bem sucedido em algo: “Fulano foi feliz naquilo a que se propôs”.

Assim sendo, felicidade é sentimento duradouro – fruto da conquista de tudo o que é intangível e essencial à evolução do indivíduo, como a correção de um mau hábito, a superação de um desvio do caráter, a assimilação de conteúdo edificante e transformador – e parte de dentro pra fora, emana do ser humano e é perceptível por todo aquele a sua volta que esteja na mesma vibe.

No final das contas, a felicidade é produto de uma equação que contempla variáveis como, querer e persistência, instrução, experiência e instinto, virtudes, talento e fé, entre outras. O fato é que cada um de nós atribui valor às variáveis de acordo com sua realidade, anseios, metas e princípios.

A felicidade compõe o indivíduo.

O objeto da felicidade é bagagem, e segue conosco.

Venho conquistando, passo a passo, a felicidade, à medida do confronto entre minhas limitações e virtudes.

Que assim seja.

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator
jhmirandasa1931@outlook.com
(67)98126-4663

Pra ficar comigo

post blog

Sou o sujeito que lê o mundo e escaneia as pessoas por meio da audição.

Quase impossível me concentrar numa tarefa sem distrair esse sentido.

Vai daí a importância da música e a constante presença dos fones de ouvido onde quer que eu vá.

O mundo me perturba com sem número de informações sonoras.

Então eu distraio o zuvido, pra ficar à sós….

comigo.