Mês: agosto 2016

Pensamento Olímpico – o porquê de as gentes serem assim

 

O fundamento básico do esporte, é a expansão contínua da capacidade humana por meio da superação de suas próprias limitações.

Tudo bem?

Quem concorda com esse preceito, pode, ou não, concordar com a opinião de que atividades físicas de combate direto – como as lutas, em que um ser humano deve, para ser exitoso, minar um semelhante, dentro das condições aceitas de comum acordo – não merecem classificação de “esporte”, no máximo, ‘combate’. Eu concordo.

Concordo porque penso que um homem nunca é exitoso quando ataca outro. Não há vitória onde há agressão; numa luta, tal e qual numa guerra, não há vencedores: há mortos, sobreviventes.

A entrega completa, a resposta extremamente apaixonada e emotiva do cidadão brasileiro às vitórias, às medalhas conquistadas nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, escancaram, ao observador atento, o outro lado da moeda. Sim, todas elas têm “cara” e “coroa”.

Se por um lado, cara, ficamos felizes com nossos heróis esportistas por “nossas” conquistas; coroa, vivemos a crise moral mais grave já vista desde o genocídio dos povos locais à chegada do colonizador.

Passados cinco séculos, vivemos o ápice da falência moral, exercitamos a corrupção como requinte, bebemos do chorume político que nós mesmos excretamos.

Executivo, Legislativo e Judiciário, que deveriam ser as cúpulas blindadas, o abrigo sagrado dos preceitos éticos retos; a raiz e a semente da árvore da democracia – farta de liberdade, de igualdade e de fraternidade – tomados pela praga da ganância, sede de poder a qualquer custo. Governados por uma corja de saqueadores, uma quadrilha institucionalizada e consequente impunidade, tiram qualquer esperança de reação digna no campo político, econômico e financeiro.

Eu gostaria de ter orgulho emocionado do senador em quem votei, de ter orgulho, e poder chamar de ‘meu’, o vereador que defendesse meus interesses… eu gostaria.

Já tivemos um Ayrton Senna, contamos com um punhado de heróis nos campos de futebol; de quatro em quatro anos algumas medalhas de ouro nas Olimpíadas. Mas nenhuma medalha de ouro sobrepõem-se a vergonha e a impotência que sinto por fazer parte de um povo desmoralizado, carente e cego. Nós brasileiros somos isso tudo, ainda somos carentes o suficiente para ter orgulho, chorar de alegria, com medalhas compráveis, derrotas vendáveis.

Esses somos nós, lembra?“EU, sou rasileirôô, com muito orgulhôô, com muito amôôr!”

Troco todas as medalhas, todos os títulos, ainda boto no rolo todas as vitórias, todas as corridas que pude ver de Senna, por Educação pra eternidade e Justiça de mesmo.

Tenho fé de que esse dia está cada dia mais próximo, tenho fé.

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator

Dance, dance e dance!

Ecxtasy IIIImagem: jhmirandasa

Dance, dance e dance!

A vida é muito curta pra lamúria e auto piedade.

Não se lamente e tente visualizar o lado positivo de tudo, tire proveito disso!

Dance com a vida e não se preocupe se ela pisou no teu pé…

Talvez ela só queira que você deixe de se envergonhar com quem olha

Pra olhar nos olhos dela

Dance com a vida…

Dance…

Não se preocupe se você pisou no pé dela, relaxe

Há quem tenha tão pouco e seja tão grato

Por que não eu?

Por que não você também?

Dance!

Relaxe…

Tá tudo certinho

Dance, dance e dance!

Bom dia!

Dia dos Pais 2016

Ao meu pai, Luiz-Salvador Miranda-Sá

 

Hoje, Dia dos Pais, muitos de nós homenageiam “heróis”, outros classificam “ídolos” e muita gente sequer alcança um tratamento adequado para falar de seus pais.

Cada um de nós tem uma relação particular com seu velho. Lá em casa somos quatro filhos, tenho certeza que diante de cada um dos meus irmãos, existe uma figura distinta atribuída ao mesmo homem; ao mesmo cidadão, o nosso patriarca.

Não sei como meus irmãos veem meu velho, mas eu, euzinho, tenho no meu pai a figura mais humana que conheço, pois conheço muito bem. Admiro? É claro. Sinto orgulho dele? Sem dúvidas, é um cidadão de bem; um bom homem. Só isso? Ah… não, não mesmo!

A terapia auxilia o paciente alcançar o autoconhecimento com maior rapidez e menos frustração. Faço terapia há dez anos e posso afirmar que esse processo (autoconhecimento) funciona como se uma pedra fosse jogada no meio de um lado. As marolas que partem do centro para atingir as bordas são o raio de conhecimento pleno que parte do sujeito uno, e passa a abrir esta visão para o meio e todos que nele estão.

A marola do meu autoconhecimento já se abriu o suficiente pra que eu tenha completado o processo de desidealização de todos que fazem parte do meu núcleo familiar. Meu velho, inclusive.

Esse processo tira de nós o “herói” e o “ídolo”, pra desnudar diante de nós, pisando o mesmo chão, pelado e só como todos somos, o homem que nos deu a vida. Falho, cheio de defeitos, com todas as suas verdadeiras virtudes, e um mistério que se percebe nos olhos que classifico amor paternal. Esse tipo de sentimento é incondicional de mesmo.

Não sei pras outras pessoas, pros meus irmãos, mas pra mim, hoje, Dia dos Pais, é o dia do melhor amigo. Um cara que aprendi a chamar de “cara”, por que vejo nele um brother, O brother!

Hoje, vejo coisas no meu amigo pai, que são inexplicáveis, e talvez eu seja um folgado, ou “over” como diz Alexandra, minha psicóloga, mas eu prefiro um grande amigo a um herói ou um oráculo. Eu corro pra te ouvir, claro, mas você me ensinou a decidir.

Quero dizer a você, cara, que eu te amo demais do jeitinho que você é. Até os seus piores defeitos eu acho legais… também, trago em mim quase todos, é claro, numa proporção mais “civilizada”, pois a função do suceder de gerações é o refinamento. Kkkk

Meu velho, onde quer que eu vá, você será bem representado.

Eu te amo.

Obrigado por tudo.

Dão

Deus – questão essencial, dinâmica e mutante. Respeito mútuo

DEUS

Questão essencial

Todos nós passamos um dia

Pela certeza de que não há

Depois de duvidar

Num dia, um belo – às vezes sofrido – encontro, e outra certeza se faz

Não há mais dúvidas e nem contestação, da certeza de que há

De que ele aqui está

De que há paz

Na certeza de que há

Pois todos nós passamos da certeza de que não há

À paz de que ele cá está, dando apoio irrestrito e total liberdade

Inclusive para crer ou não crer que há

Alguém a nos olhar, orientar sutilmente…

A vibrar a nosso favor

O que nunca irá mudar

É o ‘poder’ desse-de-ir

Ou… de não ir

Por onde fazer o caminho

Pisar e andar, enxergar crer

Acreditar e ver que há

Ou refutar, negar…

Bater o pé, dizer que não há

Toda opinião é válida

Todo momento é respeitável

Tomo homem é sábio

Bom dia!

Dão

João Henrique de Miranda Sá é escritor e redator
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