Mês: agosto 2017

Portal

Binóculo médium

Fotografia: Giselle Brun

 

No vasto universo
Suspenso no nada
Rodopia um filamento
De lúmens bilhões

Tal qual constelação
Via Láctea chamada
Morada do homem
Luzente paragem

O Povo da Terra
Busca no firmamento
A luz que lhes falta
O calor que conforta

Respostas lá fora
Preenchem os vazios da alma
Como fora portal
O corpo humano

Grosseiro e pesado
É prisma da inteligência sutil
Que chamam de “self”
De “eu interior”

O corpo é portal
Tal qual buraco negro
Unindo dimensões distintas
Escafandro limitado
No fluido universal

Fardo e Potencial

Uma relação diretamente proporcional

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Imagem: Pixabay

 

Já disse antes, diversas vezes, e repetirei, sempre:

“O Criador não atribui a um filho seu, missão para a qual não esteja apto ao êxito.”

Isso é um fato, pois Deus é infinitamente bom e justo. Não penalizaria um filho com fardo que não fosse possível carregar.

Quando penso em desanimar frente à tarefa, ao incômodo e dificuldade que ela representa, reverto o pensamento e olho na direção oposta:

“Se meu Pai, infinitamente bom e justo, deu-me essa tarefa, isso denota e indica meu potencial de luta, resistência e produção.”

Isso assimilado, de uma vez por todas, tão mais complicada e difícil situação que se me apresenta, tão mais confiante me sinto. “Se está diante de mim, é porque já reuni condições de encarar e resolver tal questão.”, concluo.

Ao invés de desanimar ou fugir, encaro confiante.

A compreensão disso, por si só, é mais que mero consolo: é manancial de força, de gana e aponta meu nariz (jamais o queixo) no horizonte…

E pró-sigo.

Amor

candles-492171_1920Imagem: Pixabay

Força motriz de infinitos Universos, energia que anima todos os seres, materializa cada partícula – da menor parte concebível de coisa, à maior massa a se mensurar.
 
O amor está em tudo em todos.
 
Vivo ou latente
 
É força sublime, divino pulsar
 
De vida onde houver
 
Certamente será bênção maior enxergar
 
Reconhecê-lo
 
Viver e amar
 
Privilégio de quem se ama
 
Pra então poder emanar
 
Eu amo a tantas pessoas, tantas e tantas…
 
Ou sou pretensioso, guloso e bufão…
 
Ou afortunado semeador
 
Pouco importa pra mim o juízo
 
O decreto que parte de fora
 
Pra mim basta poder declarar
 
Que vos amo, trago comigo
 
Cada amigo que reconhece em mim
 
A brevíssima fagulha a riscar tempo e espaço
 
É vosso o lume que irradia
 
Quando falo de novo de amor
 
Catarse devida, não reprimida, livre pensar
 
Dedicado a todos amores e amigos, leitores queridos…
 
Dedico, especialmente, à Irene Montania e Angela Sichinel
 
Pela luz que são a me rodear.
#saberamar
#amordemuito
#estúdio1931