Mês: dezembro 2017

Feliz 2018

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Campo Grande, 31 de dezembro de 2017
 
Mais um ciclo cumprido no calendário solar.
 
É exatamente na metade do meu 48º ciclo que, como uma graça, uma bênção, recebo o privilégio de dirigir-lhes meus votos de gratidão e esperança.
 
Gratidão a cada um dos seres que me inspiraram a luta deste tão difícil período que cessa. Sem dúvida alguma, o mais duro pra mim, até aqui. Houve vários momentos que me vi prestes a desmontar. Sentar e chorar? Bah.. Várias vezes, como uma criança que se sente injustiçada, judiada por alguma outra criança bem mais forte, brava e meio doida…
 
Tenho plena consciência que muitos anjos velam nossa caminhada. Gente de carne e osso e gente de forma bem mais sutil. Os outros seres, verdes ou floridos, cheirosos ou gostosos; encarnados, peludos e amados, seres de luz e calor, todos que compõe conosco o pulso vivo na Terra, sob ela, e sobre ela.
 
Poder estar aqui e convosco, de braços dados e mentes unidas, pelo amor, é privilégio.
 
Por tudo isso, sou grato.
 
Hoje, vendo tudo que superei, os degraus se me apresentam ainda não superados, a consciência da dureza das provas, só me faz sentir orgulhosamente esperançoso.
 
Orgulho de quem recebe a prova, consciente de que somente os que tem potencial de êxito, as recebem. Esperançoso e ativo, me faço, amealhando incessantemente os meios e a humildade necessária a superá-las, de modo que a cada gol feito, eu grite, pra dentro, em prece.
 
Sinto-me feliz – bem-aventurado – pois acho que chego ao fim deste ciclo, um tico melhor do que entrei. Mais… amaciado!
Por tudo o que vivi, bem ou mal-e-porcamente, agradecer a 2017, penso, é mais importante que desejar seja lá o que for pra 2018.
 
Pois foi difícil, mas me fortaleceu… não foi dessa vez, um dia talvez, jogue sim a toalha. Por ora, uso pra secar o suor que abunda, as lágrimas que correm… de gratidão.
 
“O futuro a Deus pertence”.
 
Obrigado a todos vocês, por coexistirem o Planetinha no mesmo tempo que erro por aqui.
 
Obrigado…
 
Booorraaaaa!!!!
 
João Henrique, o Burro Velho, o jornalista, o Dogwalker… o seu amigo.

Sobre Fogos e Rojões

Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay

Sobre fogos e rojões

Aparentemente o objetivo dos fogos é exaltar a “alegria”, “celebrar”.
Francamente, por que não interiorizam essa alegria toda em boas ações, silenciosas, discretas, em benefício aos que falta tudo que lhes sobra? Não seria mais útil?
A verdade é que as pessoas já estão cegas e anestesiadas num estado de inércia aparentemente irreversível, agora querem ficar surdas também à voz rouca da consciência que, quero crer, nunca se cala e todos sempre terão.

 

Metáfora e Simbologia – passos do caminho à autocorreção

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Imagem: Pixabay
O dia de hoje é simbólico.
Todos os dias, a Natureza Divina – a Criação ou como muitos outros denominam, ‘Deus’ – ‘nasce’ em milhares e milhares de indivíduos que compreenderam a série de simbologias e metáforas utilizadas pra referir a Ele e tudo o que a Ele está relacionado.
 
Ainda colados ao ponto de partida, numa jornada infinita (sem fim), o que faz do mais sábio entre nós, um arremedo de “consciência”, senão um saber incipiente.
 
Os viventes iluminados de nosso tempo, já têm condições de vislumbrar, por exemplo, alguns porquês que os coloca exitosos na luta contra o orgulho, o egoísmo e a mentira; permite a eles exercer por algum tempo a lealdade pura à nossa causa; a correção mais célere dos próprios vícios.
 
A causa humana é uma causa Divina, confiada a nós, pequeninos fragmentos do Pai que erram pelaí, em todo canto, nos “campos do Senhor”, nas suas muitas moradas.
 
É, bichão, é contigo, comigo, é conosco essa parada…
 
Talvez um dia, voltado mais para dentro do que para fora; envergonhado pela vileza saliente em mim, eu busque mais a autocorreção que a maledicência que dedico às quedas alheias e a arrogante comparação que faço de minha luta frente à sua.
 
Terá chegado o tempo em que as metáforas e as simbologias não serão necessárias ao trato de tudo o que diz respeito ao Pai. Senão, somente àquilo que não temos estatura moral, ainda, para assimilar.
 
Nesse dia, todos entenderão que o “arbusto” em que subiu Zacheu, o cobrador de impostos notado por Jesus numa passagem em meio à multidão, não passa, de fato, da árvore do autoconhecimento, cuja dolorosa escalada faz com que ascenda e ilumine aquele que a esse mister se dedica.
 
Zacheu, homem odiado por quase todos, devido à natureza do seu trabalho, mobilizou-se, pela dor, ao estudo de si e de sua relação com seus irmãos, viu-se fragmento da Divindade pura, errando e acertando, em busca do caminho que o conduzisse de volta à “sua casa”, promovendo a reintegração, a religação com sua origem.
 
Zacheu foi notado, tocado pelo irmão maior, deu-lhe guarida, pense…
 
Aprendiz dedicado, Zacheu passou a semear, pelo exemplo, o caminho seguro da escalada exitosa à autocorreção.
 
Neste Natal, venho comemorar convosco, o grande número de Zacheus se multiplicando em todos os lugares; desejar aos que já buscam em si a melhor forma de se fazerem mais úteis, a força necessária a encarar cada uma das revelações que nos sãos feitas, passo-a-passo, na jornada de Luz, que caracteriza a “volta pra Casa”.
 
Que todos nós consigamos a manutenção do foco no que realmente importa, o lavoro constante, devagar e sem pausas, sempre e sempre.
 
Feliz Natal a todos nós!
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São Sons de Sins! EREA Vitória 1996

Era 1996, escola de arquitetura, colegas de todas as turmas partiram de Campo Grande – MS, rumo Vitória – ES, para um EREA – Encontro Regional de Estudantes de Arquitetura.

Entre eles, dois grandes amigos, um quase sem dinheiro, outro sem dinheiro algum, compartilhando o mesmo par de chinelos, passaram pelo interior de São Paulo, Rio de Janeiro, parada para ‘estudos de campo’ em Ouro Preto – MG, certificamo-nos de que apesar do ‘ouro preto’, pinga é branca e amarela!

A intensidade de quem está entregue ao mundo, sem ressalvas ou censura, muito menos pudor, afinal, quem chega com um só pé de chinelo nos pés, não deve explicações a ninguém.

Celsinho, meu grande amigo, meu irmão, obrigado pelo vídeo que me enviou agora… Lá o Cabo é Verde, o Sol Amarelo e o mar mareia entre um e outro passando pelo azul!

A cabeça fez todo o trajeto da viagem, das Skol quente de sol da saída, ao apuro do cano frio da chegada (quell besta.. hum….)

Do Chico César do caminho “São sons de sins, são sons!”

Obrigado, mano velho!

Dão