Categoria: Gentes Querida

Homenagens, parabéns, e dia dos(as)

Uma Vida Que Vale a Pena Viver

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Hoje recebi uma visita cara, querida, cada vez mais rara.

Alexandre Ferro é um daqueles amigos-irmãos com quem vivi todo tipo de experiência, algumas hilárias, outras graves e profundas, amigos, descobrimo-nos irmãos.

Irmãos, desvendamos, cada qual na sua toada, em viveres já fisicamente distantes, e buscando a mesma luz, e nas vezes que nos encontramos, todo o tempo que há, sejam minutos, horas ou dias, não nos basta; falta ordem em tanta coisa a contar, falta ordem à tanto conteúdo. Só não falta alegria de celebrar pois… “Continuamos juntos”, lê-se nos olhos.

Conversas nas quais o tema é um rio, o caso o barco, palavras são remos, mas nós mergulhamos, fundo.., fundo. Numa flutuação de partilha, apneia de gente grande, dentro de si, trazendo pérolas, que oferecemos um ao outro.

Obrigado, meu Deus, por mais esse privilégio.

Numa vida intensa e rica, vive-se vidas diversas, o gato, com a sete dele, não sabe é de nada…

Alê me trouxe hoje, um fragmento do passado, tirado do túnel do tempo.

No ano 2000, ele e Paulinho, seu irmão, escreveram junto um livro que se propunha a atualizar os motoristas veteranos com as novas leis, e preparar os inscritos no exame teórico do DETRAN à aquisição da CNH.

Já era a 4ª, o novo código entrara em vigor em 1998.

“Trânsito Fácil”, uma cartilha que traduzia e linguagem coloquial e ilustrada, o novo código de trânsito.

Foi elaborada por Paulinho e Alexandre, que pesquisaram e traduziram o conteúdo, digitado, ilustrado e tabulado por Alê.

Paulinho era o comandante da velha máquina offset Multilith tamanho ¼, que os americanos descartaram depois de mais de 40 anos de labuta em solo norte americano, em solo paraguaio, como sucata, e que os hermanos paraguaios tiraram o que inda dava para tirar de impressões… Paulinho comprou a comprou no Paraguai, montou em casa, e rodávamos serviços gráficos ali, sabe Deus em (e nós!) que condições…

O livro era distribuído por nós, de bike, nas bancas de revista da cidade (3 exemplares por banca), eu tinha disposição, uma bike, e todo o tempo do mundo, mapeei todas as bancas da região central e adjacências, e fiz a distribuição em cada uma delas, Paulinho também distribuía.

A vida era bem dura e às vezes que faltava o trocado do lanche (‘saladão’ e uma ‘tuba’, na padoca da rua Paissandú), um de nós era encarregado de “rodar banca” para pegar uns trocos, repor os livros, e voltar à padoca. Às vezes dava até para o Paulinho virar os olhos deliciando-se com um pedação generoso de pudim, sem doce predileto…

A vida, sem ralo, deve ser bem sem graça!

Ê, vidão…

 

Feliz 2018

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Campo Grande, 31 de dezembro de 2017
 
Mais um ciclo cumprido no calendário solar.
 
É exatamente na metade do meu 48º ciclo que, como uma graça, uma bênção, recebo o privilégio de dirigir-lhes meus votos de gratidão e esperança.
 
Gratidão a cada um dos seres que me inspiraram a luta deste tão difícil período que cessa. Sem dúvida alguma, o mais duro pra mim, até aqui. Houve vários momentos que me vi prestes a desmontar. Sentar e chorar? Bah.. Várias vezes, como uma criança que se sente injustiçada, judiada por alguma outra criança bem mais forte, brava e meio doida…
 
Tenho plena consciência que muitos anjos velam nossa caminhada. Gente de carne e osso e gente de forma bem mais sutil. Os outros seres, verdes ou floridos, cheirosos ou gostosos; encarnados, peludos e amados, seres de luz e calor, todos que compõe conosco o pulso vivo na Terra, sob ela, e sobre ela.
 
Poder estar aqui e convosco, de braços dados e mentes unidas, pelo amor, é privilégio.
 
Por tudo isso, sou grato.
 
Hoje, vendo tudo que superei, os degraus se me apresentam ainda não superados, a consciência da dureza das provas, só me faz sentir orgulhosamente esperançoso.
 
Orgulho de quem recebe a prova, consciente de que somente os que tem potencial de êxito, as recebem. Esperançoso e ativo, me faço, amealhando incessantemente os meios e a humildade necessária a superá-las, de modo que a cada gol feito, eu grite, pra dentro, em prece.
 
Sinto-me feliz – bem-aventurado – pois acho que chego ao fim deste ciclo, um tico melhor do que entrei. Mais… amaciado!
Por tudo o que vivi, bem ou mal-e-porcamente, agradecer a 2017, penso, é mais importante que desejar seja lá o que for pra 2018.
 
Pois foi difícil, mas me fortaleceu… não foi dessa vez, um dia talvez, jogue sim a toalha. Por ora, uso pra secar o suor que abunda, as lágrimas que correm… de gratidão.
 
“O futuro a Deus pertence”.
 
Obrigado a todos vocês, por coexistirem o Planetinha no mesmo tempo que erro por aqui.
 
Obrigado…
 
Booorraaaaa!!!!
 
João Henrique, o Burro Velho, o jornalista, o Dogwalker… o seu amigo.

São Sons de Sins! EREA Vitória 1996

Era 1996, escola de arquitetura, colegas de todas as turmas partiram de Campo Grande – MS, rumo Vitória – ES, para um EREA – Encontro Regional de Estudantes de Arquitetura.

Entre eles, dois grandes amigos, um quase sem dinheiro, outro sem dinheiro algum, compartilhando o mesmo par de chinelos, passaram pelo interior de São Paulo, Rio de Janeiro, parada para ‘estudos de campo’ em Ouro Preto – MG, certificamo-nos de que apesar do ‘ouro preto’, pinga é branca e amarela!

A intensidade de quem está entregue ao mundo, sem ressalvas ou censura, muito menos pudor, afinal, quem chega com um só pé de chinelo nos pés, não deve explicações a ninguém.

Celsinho, meu grande amigo, meu irmão, obrigado pelo vídeo que me enviou agora… Lá o Cabo é Verde, o Sol Amarelo e o mar mareia entre um e outro passando pelo azul!

A cabeça fez todo o trajeto da viagem, das Skol quente de sol da saída, ao apuro do cano frio da chegada (quell besta.. hum….)

Do Chico César do caminho “São sons de sins, são sons!”

Obrigado, mano velho!

Dão

 

Natal 2017 – a cartinha

Carta de Natal 2017 foto

 

Campo Grande, dezembro de 2017

 

Você acaba de receber um pequenino pacote.

Ele contém meus sinceros votos de um Natal magnífico para você, para todos os seus familiares e amigos.

Está aí dentro também, o desejo de que não só o ano que se aproxima, mas de que todo o porvir seja repleto de harmonia e prosperidade, saúde e progresso.

O conteúdo principal dessa caixinha é a certeza de que, caso ainda não tenha descoberto, você descobrirá qual é sua verdadeira missão na Terra.

Cada ser humano possui um conjunto de tarefas atribuído pelo Criador, que consiste em proporcionar o bem ao próximo, dispondo das habilidades, talentos e meios que lhe foram concedidos, por amor.

Cada um de nós traz encerrados em si os talentos já quando nasce. A experiência serve apenas para escolher a forma e reunir os meios de cumprir o seu propósito aqui.

Desejo, de coração, que você reconheça a sua missão. Mas não se aflija, tudo na vida acontece no tempo certo.

Seus “presentes” são imateriais. Não são de vestir, comer ou usar. Assimilados, servem à transformação individual, à autorrealização plena.

Feliz Natal!

 

Um Amigo