Categoria: Matutações

Calma, Beth, Calma!

rake-2915742_1920Imagem: Pixabay

Um chamado à consciência.

Certa euforia paira nervosa, nos ares do nosso país, que nunca mais será o mesmo de outrora.

Creio que o Brasil, nosso povo, e o sítio de nosso Estado, sejam objetos duma revolução moral que se opera em todo o planeta.

Em quase todo canto, há discussão acalorada, acesa pelo julgamento e condenação de Lula.

Uns malham o criminoso como fossem realmente santos. Outros defendem-no como fora ele, Lula, a divindade encarnada.

“Calma, Beth, calma! ”

Estou convencido de que todos estão certos, e também estão todos errados.

Todos.

Algumas coisas são sumariamente ignoradas e que podem justificar grande parte dessa grita, que se assemelha demais com conversa sobre paixões:

  • Ninguém que pise a Terra hoje tem capacidade da percepção plena de absolutamente nada; em outras palavras: por mais que uma pessoa tenha informações privilegiadas, conhecimento e experiência muita, seu campo de visão, seja lá do que for, sempre será limitado, circunscrito aos aspectos do contexto em que aquele observador está inserido;
  • Quem concorda com o item ‘a’ não poderá discordar do fato de que “todos estão certos e todos estão errados”;
  • Absolutamente nada podemos fazer para mudar ou corrigir defeito alheio;
  • A mudança efetiva numa coletividade, opera-se a partir de cada indivíduo, de dentro para fora. Fruto da conscientização, jamais da coerção.

Pontuados os fatos acima, fica mais fácil entender, sem necessidade de discussão ou briga, que está dentro de cada um de nós a solução que dê um fim às aberrações de conduta da nossa sociedade.

Quando falamos “nossa sociedade” leiam-se, por gentileza, “o povo todo e eu”. Não são (a sociedade) um ente externo do qual você e eu não fazemos parte. Quando apontamos o dedo no nariz “desse povo”, é no nosso nariz que tocamos o dedo, oras…

Outros fatos importantes, estranhos a muitos de nós, desconhecidos de muitos outros, e já familiares a uma leva de gente:

  • Só há o bem. O “mal” é um conceito que caracteriza, distingue e descreve onde o bem está ausente.
  • Só há amor. O antônimo de amor, ao contrário do que muitos pensam, é indiferença.

Se todas essas teorias pontuadas e descritas neste artigo se confirmarem pelo tempo, pela experiência e circunstâncias vindouras, restará verdadeiro o seguinte preceito:

Cada um de nós, sem exceção, traz consigo ao plano físico, ao mundo manifestado, um conjunto de talentos; ao menos uma vocação, que lhe permitam o êxito numa ou num conjunto de tarefas relevantes à humanidade.

Há quem leve a vida na flauta e se acomode na resistência do nada fazer; do não contribuir ou acrescentar; as pessoas que não somam nada, senão apenas consomem.

Há quem se atire, com ou sem medo, no desconhecido campo a lavrar, semeando o que trouxe consigo, e o que aprende e amealha pelo caminho.

Entre os extremos, há de tudo.

Agora chegamos ao ponto nevrálgico deste raciocínio.

Considerando tudo o que foi exposto acima, mesmo apenas como meras teorias a manter em reserva, a conclusão a que chego é:

Tanto indivíduos que deixam um legado relevante à humanidade, que transformam a Terra e a sociedade para melhor, quanto os que erram feio e bastante. Todos eles tinham uma missão para o bem.

Legados como os de Madre Tereza e Chico Xavier, são de relevância inegável, chegam a ser comoventes. Eles traziam em si, potencial para êxito em tarefas enormes. Esse potencial não lhes foram dados, assim, de mãos beijadas. Foi construído por cada um deles, como fruto de sua experiência vidão afora, desde que surgiram no universo como fagulha inteligente.

O legado de Neros, Hitlers e Lulas são inegavelmente relevantes, pelo volume e alcance nocivo e danoso de suas deliberações. Pausa para pensar.

O raro leitor que terá chegado até aqui neste extenso raciocínio, não se assuste, pois não vim defender pessoas que causam perdas e danos, dor e sofrimento. Longe de mim.

O convite que deixo depois de todo o exposto é o de que busquem dentro de si alguma coisa, que possam mudar para fazer a humanidade melhor.  Olhe para dentro de si e verão, total ou parcialmente, algo que cada um dos senhores e senhoras podem efetivamente mudar, transformar, depurar, trazer à tona melhor que está lá dentro, oculto.

Dedique sua energia à transformação de si próprio.

Dedique aos que caíram em suas lutas, que faliram nos seus propósitos, a tolerância de quem estende a mão ao irmão que lhe foi injusto, ingrato ou cruel; a caridade de quem se sabe imperfeito, igualmente merecedor da tolerância alheia.

Estou tentando.

Boa tarde de sábado a todos nós.

 

Metáfora e Simbologia – passos do caminho à autocorreção

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Imagem: Pixabay
O dia de hoje é simbólico.
Todos os dias, a Natureza Divina – a Criação ou como muitos outros denominam, ‘Deus’ – ‘nasce’ em milhares e milhares de indivíduos que compreenderam a série de simbologias e metáforas utilizadas pra referir a Ele e tudo o que a Ele está relacionado.
 
Ainda colados ao ponto de partida, numa jornada infinita (sem fim), o que faz do mais sábio entre nós, um arremedo de “consciência”, senão um saber incipiente.
 
Os viventes iluminados de nosso tempo, já têm condições de vislumbrar, por exemplo, alguns porquês que os coloca exitosos na luta contra o orgulho, o egoísmo e a mentira; permite a eles exercer por algum tempo a lealdade pura à nossa causa; a correção mais célere dos próprios vícios.
 
A causa humana é uma causa Divina, confiada a nós, pequeninos fragmentos do Pai que erram pelaí, em todo canto, nos “campos do Senhor”, nas suas muitas moradas.
 
É, bichão, é contigo, comigo, é conosco essa parada…
 
Talvez um dia, voltado mais para dentro do que para fora; envergonhado pela vileza saliente em mim, eu busque mais a autocorreção que a maledicência que dedico às quedas alheias e a arrogante comparação que faço de minha luta frente à sua.
 
Terá chegado o tempo em que as metáforas e as simbologias não serão necessárias ao trato de tudo o que diz respeito ao Pai. Senão, somente àquilo que não temos estatura moral, ainda, para assimilar.
 
Nesse dia, todos entenderão que o “arbusto” em que subiu Zacheu, o cobrador de impostos notado por Jesus numa passagem em meio à multidão, não passa, de fato, da árvore do autoconhecimento, cuja dolorosa escalada faz com que ascenda e ilumine aquele que a esse mister se dedica.
 
Zacheu, homem odiado por quase todos, devido à natureza do seu trabalho, mobilizou-se, pela dor, ao estudo de si e de sua relação com seus irmãos, viu-se fragmento da Divindade pura, errando e acertando, em busca do caminho que o conduzisse de volta à “sua casa”, promovendo a reintegração, a religação com sua origem.
 
Zacheu foi notado, tocado pelo irmão maior, deu-lhe guarida, pense…
 
Aprendiz dedicado, Zacheu passou a semear, pelo exemplo, o caminho seguro da escalada exitosa à autocorreção.
 
Neste Natal, venho comemorar convosco, o grande número de Zacheus se multiplicando em todos os lugares; desejar aos que já buscam em si a melhor forma de se fazerem mais úteis, a força necessária a encarar cada uma das revelações que nos sãos feitas, passo-a-passo, na jornada de Luz, que caracteriza a “volta pra Casa”.
 
Que todos nós consigamos a manutenção do foco no que realmente importa, o lavoro constante, devagar e sem pausas, sempre e sempre.
 
Feliz Natal a todos nós!
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Yin-Yang – a busca pelo equilíbrio

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Dualidade

Princípio que está em tudo o que há no Universo.

Polaridade e equivalência.

“Tudo que está encima, está embaixo”

“A luz e a escuridão”

“O som e o silêncio”

“Frio e calor”

“Causa e efeito”

“O bem e o mal”…

A representação clássica de Yin-yang é muito mais que mera simbologia ou figura icônica de forças opostas.

Quando entendemos os princípios acima, e outros; como estão interligados, entendemos que tal representação é, e tão somente é, um “corte” dessa dinâmica que tudo rege, em que se alternam a Luz e a Sombra.

O bem e a ausência dele.

A Luz e sua ausência.

O calor…

Um, brotando sempre, feito olho e semente, no outro…

Como que se engolindo, se consumindo mutuamente, numa espiral constante se deslocando numa trajetória tempo-espaço…

Formando algo como um ‘tubo-jornada’ tridimensional, Universo afora, caminho de cada um e de todos…

São forças complementares, formando…

O Tao.

É por aí, por aqui.

Sempre e sempre…

 

Este trabalho pertence a Andréa Monné, dedico e entrego.